Mostrando postagens com marcador Trololó de Mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trololó de Mulher. Mostrar todas as postagens

29 de junho de 2015

Ah, a primavera

Primavera é sinônimo de flor, calor, sol e muita cor. Só se for ai no Brasil, pois aqui na Finlândia não é bem assim!

O começo da estação das flores nessas terras ao norte ainda tem cara de inverno: muita neve, muito cinza e pouca cor. Ao longo da estação (passadas mais ou menos duas semanas do início), os dias vão ficando mais longos, a neve vai desaparecendo e o verde vai voltando a aparecer. A vida parece acordar, os esquilos voltam a escalar as árvores, a gaivotas a voar e cantar e os coelhos a andar apressados para lá e para cá.


Ao meio da primavera temos temperaturas “agradáveis” de 13 graus em média e já podemos ver a grama verdinha brotar, as lindas tulipas nos jardins e diversos tipos de flores. 



Tulipas
Se antes anoitecia por volta das 16h, agora cada a cada dia que passa o sol se põe mais tarde. Por isso, as ruas estão sempre cheias, as pessoas saem de suas casas, inúmeros eventos a céu aberto acontecem pela cidade... Não se preocupe em voltar para casa no escuro, pois na primavera não existe “escuro”. Noite mesmo só se for o curto período entre 01h e 03h da manhã e mesmo assim ao horizonte você consegue ver uma fina linha do sol despontando.

22h

23h

24h
Enquanto vocês ai no Brasil, no outono, reclamam de frio aos 17 graus, eu aqui na Finlândia fico feliz quando a máxima aqui são esses mesmo 17 graus. E se o sol estiver brilhando, consigo até arriscar em sair de casa com um simples casaquinho. Pessoas vão para as praias e parques para poder tomar um pouco de sol (oi, vitamina D!).

Se quem é de São Paulo reclama do tempo maluco é porque não conhece aqui. A maioria dos dias aqui tem sol. E chuva. E nubla. E faz sol de novo. E assim, com tantas mudanças em um dia só, que os dias vão seguindo e cumprindo seu ciclo, cada vez mais claros e trazendo mais esperanças para essa brasileira aqui, de que o verão vai compensar e ser quente e gostoso! J

25 de maio de 2015

Experiências da vida


Depois de seis meses morando aqui na Finlândia, fui passar um tempinho no Brasil para ver a família, os amigos e matar a saudade da comida e do clima tropical. Aproveitei que o marido foi viajar pelo mestrado e imprimi minha tão sonhada passagem.

Cheguei no Brasil em uma sexta feira, final de fevereiro, com duas meias, duas calças, blusa, malha, casacão, uma mala de 26 kilos e muita saudade. Já no aeroporto consegui matar a saudade dos meus pais e das cachorrinhas e me livrei de uma meia, uma calça, o casaco e a malha! Não me levem a mal pela quantidade de roupa, mas sai da Finlândia com 2 graus e cheguei no Brasil com 25 graus. J

Por alguns momentos devo ter parecido estranha e até acho que me senti estranha. Mesmo feliz por estar em casa e com minha família, eu queria ficar sozinha. Não me levem a mal, mas depois de tanto tempo sem conviver com quase ninguém, a gente acaba acostumando, e às vezes são necessários alguns minutos em silêncio em nossa companhia apenas.


Logo que cheguei, fiquei algumas semanas na casa dos meus pais, no litoral de São Paulo, então não estranhei muito a quantidade de pessoas por metro quadrado, mas quando fui ficar umas semanas na capital, no começo estranhei.



Na grande São Paulo vivem 22 milhões de pessoas e na grande Helsinki vivem apenas 1 milhão. Pensa na diferença! Mas quem é de cidade grande nunca esquece como é a bagunça e logo me acostumei... rs...

Pois bem, depois de matar a saudade de quase tudo e todos, voltei para Finlândia. Juro que quando cheguei, uma segunda feira de noite (lá para as 19h) ainda tinha sol! Oi sol finlandês, quanto tempo!

As semanas que se seguiram foram estranhas. Muitas vezes senti que minha viagem ao Brasil tinha sido apenas um sonho... Que apenas eu tinha dormido e acordado no dia seguinte em terras finlandesas. Minha casa, minha cama, minhas coisas... Bem estranho. Mas a saudade que já começada a habitar meu coração me mostrava que tudo era real.




Para completar, o fuso horário de seis horas a mais não ajudou muito na readaptação aqui na Finlândia. Foram uns quatro dias para conseguir colocar o organismo n os eixos e acordar cedo, almoçar, dormir quando era para dormir, enfim, organizar a rotina.


Tenho uma novidade boa: os dias aqui agora estão longos! O sol (quando ele aparece) começa a se por umas 20h e só então vai escurecer e pasmem, isso é lá para umas 22h. Você perde totalmente a noção do tempo, com tanta claridade! A temperatura anda beirando os 10 graus. Agora dá para caminha pelas trilhas das florestas que existem aqui! 



23 de fevereiro de 2015

Maternidade na Finlândia

Quem nunca ouviu falar que a Finlândia é um dos melhores países do mundo para ser ter filhos? Seja pelo benefício que o estado dá ou pela educação de primeira qualidade, esse assunto é frequente em pautas sobre educação e maternidade!

Hoje vou falar um pouco sobre minha percepção daqui e vou contar com a ajuda de uma amiga, a Sanna Puhakainen, mãe de duas meninas e um menino.

Foto: Entre vodka e cachaça


19 de janeiro de 2015

Novembro, o mês da escuridão na Finlândia

Quando vim morar na Finlândia, já sabia que o clima aqui é bem diferente do Brasil. Quando digo bem diferente, multiplique isso a décima potência. Aqui as estações são bem marcadas com as mudanças visíveis.

Quando cheguei em Agosto,  mês com temperatura beirando os  15 graus e de muito sol, todas as pessoas que conheci me falavam sobre a escuridão do mês de Novembro (em finlandês marraskuu) e na minha cabeça imaginava que só ficaria noite, que nunca iria clarear.



Foto tirada às 15h30
Neve na Finlândia
Foto: Entre vodka e cachaça

8 de janeiro de 2015

Natal na Finlândia

Ah, o Natal

Todo mundo sabe que o Papai Noel mora com a Mamãe Noel, seus ajudantes e suas renas. O que pouca gente sabe é que a Finlândia é a terra do Papai Noel. Ele mora na Lapônia, uma região bem ao norte do país.

Pensando nisso, fiquei bem empolgada para que a época do Natal chegasse aqui em Helsinki. Passei um tempo imaginando como seria a decoração, se iria ver o bom velhinho em algum lugar por ai... Enfim, realizar o sonho de criança de ver “o cara”.

No final de Novembro, fui a um shopping perto de casa (não moro na capital Helsinki, moro em uma cidade que faz parte da região metropolitana, uns 20 minutos de ônibus do centro)  e vi que estavam começando a montar a decoração. Já tinha uma árvore com luzinhas e umas maçãs penduradas ( o nome do shopping é Iso Omena, ou Grande Maçã em português).

Dois dias depois voltei ao shopping e a decoração era a mesma, nada tinha sido acrescentado. Uma semana depois passei por lá e... nada!

Vou para Helsinki direto e comecei a reparar que a decoração também estava bem fraquinha. Nada de grandes árvores, luzes pela cidade... Pensei em ver algo como a Avenida Paulista, em São Paulo; Gramado e Curitiba, no Sul... Algo bonito, grandioso, afinal é a terra do Noel!

Fui em um shopping bem conhecido e ele estava bonito, todo iluminado, mas, mas.

Enfim, sábado dia cinco foi a inauguração da decoração natalina aqui. Opa! Então era por isso que não tinha quase nada. Vai ter a inauguração. Tudo ficou claro em minha cabeça. Então mesmo aos 0 graus e com chuva, fui com o marido ver a decoração da cidade.

Uma rua. Sim, você não leu errado. Uma rua bem enfeitada. E algumas outras com um ou outro enfeite. Que decepção L

Uma rua no centro de Helsinki bem bonita, com luzes, uma feirinha super fofa vendendo roupas de lã (para o inverno) e algumas bebidas típicas, uma grande loja famosa aqui com uma decoração linda, que todas as crianças (e adultos) paravam para ver.

Andei mais um pouco em direção à praça mais conhecida aqui, a Praça do Senado. Mais uma feirinha fofa, com artigos de lã e típicos daqui.


A fachada do terminal de ônibus também tem umas luzinhas.

Árvore de Natal na Praça do Senado
Natal na Finlândia
Foto: Entre vodka e cachaça

14 de novembro de 2014

Educação na Finlândia - Trololó de Mulher

Quem não fica preocupada com a educação dos filhos? Eu ainda não tenho nenhum pimpolho, mas tenho várias amigas que tem e a dúvida delas é sempre a mesma: quando colocar na escolinha e qual a melhor escolha?

Claro que, morando na Finlândia, o país com uma dos melhores sistemas educacionais do mundo (você não sabia? J ) eu não poderia deixar de mostrar para vocês como as coisas funcionam e funcionam bem aqui.


A informação mais importante para começar a falar de educação aqui na Finlândia, é que os professores se sentem valorizados. Aqui, ensinar é uma profissão mais concorrida do que medicina, engenharia e advocacia! Pasmem!Todos, sim eu disse todos, os professores, para poder dar aula estudam no mínimo cinco anos (que é o tempo para se formar em pedagógica e ter uma especialização, que é obrigatória) .




Segundo dados do PISA* a Finlândia é o país que valoriza mais os seus professores sendo que mais da metade deles consideram a sua profissão estimada. Colocando em  números: 90% dos professores estão satisfeitos. Já no Brasil incrivelmente os números são o contrário: 90% dos nossos professores estão insatisfeitos.

Conversei com uma amiga brasileira que mora aqui faz muito tempo e é consultora de educação, professora e pedagoga, a Evelyse Eerola. De acordo com ela, “em meu quase dezoito anos de vivência na Finlândia eu nunca vi uma greve de professores, uma reclamação, ou uma conversa de descontentamento neste sentido entre os meus colegas”.

Ainda segundo a pesquisa do PISA os professores que mais se sentem valorizados, são aqueles que conseguem os melhores resultados em sala de aula e isso tanto no Brasil quanto na Finlândia.

O salário básico de um professor finlandês gira em torno de 3 mil euros. Evelyse afirma que a maioria dos professores até gostaria de ganhar mais considerando o trabalho que tem, “mas elas falam sempre sorrindo e não em tom de reclamação. Neste sentido, deve-se levar em consideração que os Finlandeses têm um grande senso de justiça e eles querem ser conhecidos por suas atitudes justas. Já que a sociedade reverte os nossos impostos  em uma série de benefícios à população, seria injusto pleitear mais salário se você já tem o suficiente para viver com dignidade.”

Outro ponto importante é que a educação é gratuita e, além disso, todo o material e o transporte também são de graça! E o governo procura colocar a criança em uma escola perto de sua residência.
Eu moro ao lado de uma escola de educação infantil e vejo crianças pequenas, de cinco, seis anos de idade andando sozinhas nas ruas. Aqui na Finlândia o índice de violência é praticamente nulo. As cidades são seguras e assim os pais não tem problemas em deixar seus filhos irem ou voltarem sozinhos para a escola.

O sistema educacional finlandês cria uma rotina pedagógica de estudos e um ambiente agradável a todos, assim as crianças aprendem seus deveres e seus direitos. Inclusive os baixinhos tem uma vez por semana o “dia da floresta” onde eles saem das escolas e andam pelas florestas para fazer pesquisas para as aulas. Essa integração de sociedade e meio ambiente é extremamente benéfica para a formação das crianças.

Outro fato interessante é que no ensino fundamental geralmente o mesmo professor acompanha os alunos pelos seis anos, “deste modo cria-se uma forte relação professor-aluno-pais que garante a este professor não só conhecer melhor todas as características dos seus alunos e pais, como adquirir os melhores resultados”, completa Evelyse.



Evelyse Eerola é dona do site voltado para educação chamado Projeto Finlândia. http://www.projetofinlandia.net/

 *PISA (Programme for International Student Assessment)é um programa internacional de avaliação de estudantes de avaliação comparada, aplicada em estudantes de 15 anos. O programa é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).



10 de outubro de 2014

Fazer mercado é para os fortes! ;)

Sabe quando você vai ao supermercado pega suas marcas preferidas e faz a compra praticamente de olhos fechados?  Então, espero chegar a esse nível aqui! Vou explicar o por quê.

Minha primeira compra de mercado levou cerca de três horas e não consegui pegar nem metade dos produtos que eu precisava! Aqui, existem diversos tipos de tudo o que vocês podem imaginar.


Para ilustrar, vou dar um exemplo básico, o leite. Aqui temos sem lactose desnatado, sem lactose semi-desnatado, sem lactose integral; baixa lactose desnatado, baixa lactose semi-desnatado, baixa lactose integral, normal desnatado, semi-desnatado; integral; os de soja e por ai vai! 

 Prateleira dos leites! Uma enorme quantidade!
Vida na Finlândia
 Foto: Entre vodka e cachaça

Já deu para perceber o drama! Com outros alimentos, como margarina (na quantidade de sal), o sal (mineral, grosso, refinado); açúcar (com sucralose, grãos finos, em cubos) é o mesmo esquema, a variedade é imensa.

Açúcar!!!!

Olhando as gôndolas dos mercados, deu para perceber que os finlandeses se preocupam muito com a alimentação e gostam de ter alimentos saudáveis em suas mesas. Os carrinhos sempre tem muitos legumes e vegetais.

Aqui na Finlândia se encontram muitos cogumelos selvagens e frutas silvestres – com sabores fortes e marcantes. A mais comum aqui são as blueberries (lembra muito uma mini jabuticaba) que dão em todo lugar! Mas também existem muitos morangos, mirtilos, framboesas, lingonberry (acho que toda a família dos “berries” é daqui!)...  Eles podem ser encontrados nos mercados, mas dão em qualquer floresta!

Mas o mercado não é feito só de alimentos, também é feito de produtos de limpeza e de higiene e o maior problema nesse setor, em minha opinião foi a língua! Aqui a oficial é o finlandês e o sueco. Logo, imaginem a dificuldade para encontrar algum produto com esses nomes que são tão estranhos para a gente!

Mas a boa notícia que alguns produtos, mesmo na língua deles são fáceis de ser reconhecidos! Aqui temos Omo, Ariel, Confort, Ajax, Colgate, Nesquik, Dove, Elseve, Melita...




Vocês não imaginam como fiquei feliz em ver nomes conhecidos! 

Prove também uma dose de...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...